Fibromialgia

Fibromialgia – Tudo Que Você Precisa Saber Sobre Ela

A fibromialgia é uma doença que se caracteriza por dor musculoesquelética generalizada, difusa, muitas vezes migratória e por um aumento da sensibilidade a uma variedade de estímulos que podem causar dor e desconforto, como o esforço, estresse ou os ruídos.

Afeta cerca de 2-4% dos adultos, sendo mais frequente em mulheres.

Pode ter períodos de calmaria ou exacerbação, sendo que a dor e desconforto podem ser flutuantes. Acompanha-se frequentemente de fadiga, alteração do sono, problemas de memória e concentração.

Os sintomas da fibromialgia que não devem ser ignorados

 

Fibromialgia

 

 

 

 

 

O sintoma predominante da fibromialgia é a dor muscular. Surgindo, na maior parte dos casos, de forma generalizada mas centrando-se posteriormente em regiões específicas, como o pescoço ou a região lombar, esta assemelha-se a um ardor intenso e muitas vezes debilitante. Pode, no entanto, fazer-se acompanhar por outros sintomas, como:

  • Perturbações de sono, presentes em cerca de 70% dos doentes, piorando as dores nos dias que dormem pior. Os registos eletroencefalográficos podem apresentar alterações relacionadas com as perturbações do sono.
  • Fadiga constante, que se mantém durante quase todo o dia com pouca tolerância ao esforço físico. Quando o sintoma dominante é a fadiga a doença tem sido designada por Síndroma da Fadiga Crónica;
  • Dificuldades de concentração;
  • Falta de memória;
  • Dores de cabeça;
  • Espasmos musculares;
  • Rigidez muscular;
  • Formigueiros e inchaços nos dedos das mãos e dos pés, principalmente ao levantar;
  • Distúrbios emocionais, com frequência de ansiedade e às vezes há depressão;
  • Perturbações gastrointestinais em alguns doentes que apresentam queixas gástricas e cólon irritável.

Os sintomas podem, no entanto, variar em intensidade e até mesmo desaparecer e reaparecer de forma esporádica, consoante a hora e o dia, os níveis de estresse e ansiedade ou as mudanças de temperatura. Também podem ser agravados com a atividade física exagerada ou desiquilibrada.

Há relatos de casos de fibromialgia que começam depois de uma infecção bacteriana ou viral, um traumatismo físico ou psicológico.

Existem estudos que mostram que pessoas com esta doença, apresentam alterações nos níveis de algumas substâncias importantes, particularmente:

  • Níveis baixos de serotonina;
  • Níveis elevadas de proteína P.

Pensa-se que o sintoma de dor em pessoas que sofrem de fibromialgia surge como resultado de uma sensibilidade anormal à dor nos músculos e tecidos moles.

Para muitos, os músculos são sensíveis ao mais pequeno toque e se fizer uma lesão simples, a dor sentida não é proporcional à gravidade da lesão e pode durar muito mais tempo do que o normal.

Causas da Fibromialgia

Cientistas ainda não sabem exatamente o que causa a fibromialgia, mas acreditam que pode haver uma combinação de fatores físicos, neurológicos e emocionais.

Lesões físicas, infecções virais e traumas emocionais estão entre as possíveis causas da fibromialgia, mas até o presente momento não foi descoberto um único fator desencadeante da doença.

Muitos profissionais da área médica chegam a afirmar que a fibromialgia não é uma doença, mas sim um estado de dor crônica causado por uma resposta inadequada do organismo a fatores estressantes.

Pesquisas demonstraram que portadores da condição apresentam uma atividade reduzida nos receptores opióides nas regiões do cérebro associadas ao controle do humor e ao aspecto emocional da dor.

Quem sofre com fibromialgia parece ser mais sensível à pressão física, o que em outras palavras significa que aquilo que seria um pequeno choque para uma pessoa pode ser uma grande fonte de dor para alguém que sofra com fibromialgia.

– Sono

Além dos aspectos emocionais, a falta de um sono reparador também pode ser um fator associado ao aumento da sensibilidade à dor em pacientes com fibromialgia.

Em um estudo clínico onde participantes saudáveis eram acordados durante os períodos de sono profundo, pesquisadores observaram que muitos deles começaram a desenvolver alguns dos sintomas da fibromialgia, como dores crônicas e fadiga.

Isto pode se tornar um círculo vicioso, onde a falta de sono aumenta a sensibilidade cerebral, que por sua vez altera os mecanismos de percepção de dor e leva ao desenvolvimento de fibromialgia. A síndrome piora o sono, e assim o ciclo se alimenta de maneira quase permanente.

– Traumas

Muitos portadores de fibromialgia costumam relatar que a doença surgiu após um acidente ou uma doença mais séria, aos quais se seguiram períodos de grande estresse e ansiedade.

Esses relatos corroboram a tese de trauma físico ou emocional, mas estes podem ou não estar associados a fatores genéticos ou outras causas não-específicas.

 

Fibromialgia tem cura?

Fibromialgia

Assim como outras doenças reumatoides crônicas, a fibromialgia não tem cura, mas seus principais sintomas podem ser controlados.

Embora possa se prolongar por toda a vida, a fibromialgia não é uma doença progressiva (ao contrário da artrite, que pode ser incapacitante) e não é fatal.

Muitas pessoas podem inclusive apresentar uma melhora dos sintomas com o passar do tempo, e não há relatos de danos às articulações, músculos ou órgãos internos.

Tratamentos

Mesmo compreendendo que não é possível dizer que a fibromialgia tem cura, vale a pena conhecer o programa de tratamento para a fibromialgia, que inclui o uso de medicamentos para controlar a dor e a fadiga, além de terapias de relaxamento para reduzir o estresse e aumentar a qualidade do sono.

Atividade física, apoio psicológico e fisioterapia também devem fazer parte do tratamento, que deve ter como foco a redução dos sintomas e a melhora da qualidade de vida do paciente.

– Medicamentos

Existem diversos remédios que podem ser utilizados para complementar o tratamento, controlando as dores musculares, reduzindo a sensibilidade neural ou mesmo melhorando o sono.

Os de uso mais frequente são:

  • Analgésicos (ibuprofeno, acetaminofeno, naproxeno);
  • Antidepressivos (duloxetina, fluoxetina);
  • Antiepiléticos e relaxantes musculares (pregabalina, topiramato, gabapentina, ciclobenzaprina).

– Exercícios

Nos últimos anos, uma série de pesquisas tem demonstrado que o tratamento mais eficaz para a fibromialgia é a atividade física.

Em conjunto com o tratamento medicamentoso e a psicoterapia, os exercícios (sobretudo os aeróbicos) podem oferecer alívio para as dores e uma melhora da qualidade de vida em geral.

As atividades mais relaxantes (como yoga, tai chi chuan, alongamento e meditação) não devem ser deixadas de lado, já que podem ajudar acalmar a mente, reduzir o estresse e melhorar o sono.

– Psicoterapia

O diagnóstico de uma doença crônica pode ser bastante desafiador, ainda mais sabendo que não é possível afirmar que a fibromialgia tem cura, de maneira que é importante que os portadores da síndrome formem uma espécie de “rede de proteção” que envolva os diferentes profissionais responsáveis pelo tratamento, os parentes, amigos e grupos de apoio.

Sessões de terapia cognitivo-comportamental podem ajudar o paciente a entender melhor seus pensamentos e comportamentos associados à dor e aos demais sintomas da fibromialgia.

– Fisioterapia

Sessões regulares de fisioterapia podem ajudar quem sofre com a fibromialgia a amenizar as dores e reduzir a rigidez que pode acompanhar a doença.

Fisioterapeutas com conhecimentos sobre a condição podem ensinar técnicas para fortalecer os músculos e também aumentar a flexibilidade.

Outro objetivo da fisioterapia para tratamento da fibromialgia deve ser aprender a compreender melhor os movimentos e atividades diárias que podem provocar dor ou agravar outras complicações da fibromialgia.

– Hábitos saudáveis

Há quem acredite que a fibromialgia tem cura desde que certos fatores sejam minimizados, como o estresse, a má alimentação, o consumo excessivo de cafeína e a falta de sono profundo.

A psicoterapia e as terapias alternativas podem ajudar a reduzir as preocupações, ao passo que alimentos naturais (frutas, verduras, cereais integrais e legumes) favorecem a saúde do organismo.

Trocar o café por chás sem cafeína e ter uma boa higiene do sono (não ver televisão no quarto, ter um ambiente adequado para dormir, só ir para cama quando estiver com sono) são maneiras de, se não curar, pelo menos controlar os sintomas da fibromialgia.

Tratamentos alternativos

Outros coadjuvantes do tratamento da fibromialgia:

  • Acupuntura;
  • Hidroginástica e natação;
  • Massagem;
  • Quiropraxia;
  • Remédios naturais: extrato de sucupira, óleos essenciais;
  • Alimentos: gengibre, salmão, sardinha, vegetais frescos, pouca carne vermelha e açúcares;
  • Suplementos: BioMac

Tratamento da fibromialgia?

 

 

Fibromialgia

Ainda não é conhecida cura para a fibromialgia e também ainda não existe nenhum fármaco específico para a doença. Existem, no entanto, medicamentos e técnicas que podem ajudar a aliviar os sintomas, principalmente as dores, a saber:

  • Analgésicos;
  • Relaxantes musculares;
  • Antidepressivos;
  • Massagens;
  • Técnicas de relaxamento.

Quais os detalhes de um tratamento eficaz?

O primeiro passo é acreditarmos no sofrimento do doente! Seguidamente, envolver o doente no seu tratamento. Cada sujeito ativo compreendendo e colaborando na responsabilidade do Sucesso / Insucesso.

Deve frisar-se que se trata de uma doença crónica e que o tratamento visa, não a ausência de sintomas, mas o seu controlo. Também teremos que estar preparados para Adaptar os esquemas terapêuticos à evolução das queixas. O tratamento é sempre individual.

  1. Qual o tratamento Farmacológico?

O tratamento farmacológico inclui os seguintes medicamentos:

  • Aminotriptilina, em doses baixas (10mg – 25mg/ dia),
  • Fluoxetina (antidepressivo),
  • Diazepam e outros mio relaxantes (relaxantes musculares),
  • Ansiolíticos,
  • Indutores do sono,
  • Antiepiléticos, (topiramato em doses até 75mg/dia tem-se mostrado útil),
  • Analgésicos como o paracetamol, com e sem codeína, os salicilatos, o tramadol, revelam alguma eficácia.
  • Suplementos como o BioMac

Os corticosteroides, devido aos efeitos secundários e à quase ineficácia, deve-se evitar!

  1. Qual o tratamento Psiquiátrico?

O apoio psiquiátrico nunca deve ser de descurar, sempre que se revele necessário, sob a orientação de médico psiquiatra com experiência em dor.

  1. Qual o tratamento com Psicoterapia Coadjuvante?

Particularmente útil nas áreas Cognitiva / Comportamental:

  • Aprender a viver com a doença e aceitar as suas limitações, assim como aprender a lidar com o stress.
  • Técnicas de Bio-Feedback têm-se mostrado úteis.

Fibromialgia

 

  1. Qual o tratamento com Fisioterapia?

Apenas quando individualizada e efetivada por técnicos com experiência nestes doentes.

  1. Qual o exercício Físico adequado?

Fundamental, o exercício físico mais indicado é adaptado às condições do doente. Aconselha-se, essencialmente:

  • Caminhada,
  • Natação (sem grande esforço), em ambientes agradáveis e tépidos.

É importante não descurar o Exercício Físico, porque a inação para que tendem os doentes de Dor Crónica, acarreta consequências psíquicas e físicas como:

  • Depressão,
  • Obesidade,
  • Atrofia Muscular,
  • Osteoporose,
  • Atralgias,

Estas são situações que acabam também e por si só, gerar doença.

Concluindo

Se suspeita que pode sofrer de fibromialgia, consulte o seu médico assistente ou o seu reumatologista.

O diagnóstico faz-se quando a dor existe por mais de três meses em pelo menos 11 de 18 pontos específicos do corpo. Entretanto, realizam-se exames para excluir outras doenças que possam causar as queixas.

Se, infelizmente, já é um doente fibromialgico então não se acomode, adopte um estilo de vida saudável com exercício físico e alimentação adequados.

Vá ao médico acompanhado por alguém da sua família para que esta fique bem informada sobre a doença e possa dispensar-lhe o apoio positivo que é essencial para evitar outras perturbações psicológicas muitas vezes associadas à doença.

Fique bem!

 

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